O Festival Bom de Ler

Eventos

A ideia do Festival foi lançada nos Encontros de Maio de 2008. Inicialmente, o Festival foi pensado e dirigido para um público de crianças e jovens, alunos das escolas e cidades de Santa Catarina e convidados de outros estados e cidades para integrar-se ao movimento de leitura e cultura do livro em nosso estado. 

Um festival de cultura, arte e filosofia cujo objetivo é investir na formação dessa nova geração de leitores – os leitores incomuns – em meio aos apelos e velozes produtos e meios de consumo e consumação da vida, do tempo e dos valores do lugar.  

Neste encontro de leitores com escritores e artistas da palavra, das artes e filosofia, da música e literatura e da filosofia, o Festival Bom de Ler aproxima diferentes públicos e as instituições com a vida nas cidades e escolas: são editoras e livrarias, agências de fomento e projetos, parceiros nacionais e internacionais do Bom de Ler além de outros estados da região Sul – pais, professores, produtores culturais, líderes e empreendedores - que apostam e investem em cultura, em tecnologia e educação. 

O Festival dará uma especial atenção às escolas, às crianças e jovens e sua programação está voltada nesta mobilização entre os que apóiam iniciativa culturais de qualidade, atividades criativas, debates conceituais, apresentação de artistas da palavra, obras e tradução de diferentes linguagens e expressões artísticas.

O formato do Festival se baseia nesta relação e centralidade “escola – obra/autor – criação’ dos próprios jovens e crianças, acompanhado por professores e agentes de projetos ou instituições parceiras; o Festival terá como ponto alto, além da programação de artistas, palestras, encontros, lançamentos, etc.,  a mostra/apresentação, por diversas formas e linguagens, dos  resultados produzindo nas escolas inscritas e apresentados durante o Festival nos espaços previamente definidos.

Cada público participante, crianças e jovens, adultos e públicos diversos contarão com uma programação especial, de modo que o Festival tenha como marca um encontro intergeracional, dos melhores artistas e escritores e suas obras junto ao novo público de leitores e jovens interessados em não perder de vista a herança e riqueza cultural de nosso país, de nosso estado e das produções internacionais que interessam ao público brasileiro.

A grande novidade do Festival será o envolvimento direto das escolas participantes e cidades amigas do livro e da leitura, inscritas, mediante edital público, aos diversos concursos, programas, cursos, palestras e estações culturais que compõe tanto a preparação como a realização do Festival.

Nos dias em que acontece o Festival, cada escola ou cidades inscrita terá um espaço de instalação temática para expor suas produções artísticas e literárias.

A escola e/ou secretaria, utilizando-se de diferentes formas de expressão artística, linguagem ou meio de expressão – audiovisual, HQs, fotografia, ilustração, teatro, música, gastronomia – separadamente ou combinados – irá expor durante os dias e locais indicados na programação oficial do Festival.

De acordo com as condições criadas e/ou oferecidas pelo Festival cada escola ou cidade terá um espaço de montagem autoral (uma tenda, uma estande, um palco...) sobre a obra, autor ou artista “sorteado” ou “escolhido”, conforme estiver definido no edital público.

A inscrição e manifesto interesse de participar do Festival  habilitará a escola ou município a concorrer ou participar dos diversos incentivos e apoios oferecidos a partir da inscrição dependendo do nível de participação que seja possível ou do interesse da escola ou cidade.

Em caso da escola se interessar em inscrever-se para as tendas dos autores ou para estações bom de ler – entre outras opções que serão oferecidas a partir do edital – já podem ser contempladas com os incentivos oferecidos – um kit Bom de Ler, uma oficina preparatória sobre determinado autor ou artista – na sua escola ou cidade; um prêmio ou ingresso de acesso mediante sorteio ou distribuição dirigida, enfim, a idéia é mobilizar o maior número possível de participantes. Essa mobilização estará dentro do movimento cultural implementado através de campanhas específicas ou agenda preparatória do Festival, cuja secretaria será montada em local anexo/definido pelos organizadores junto à Fundação Catarinense de Cultura.

Neste mesmo espaço que funcionará como sede-secretaria do Festival, será montada a Biblioteca Bom de Ler Santa Catarina, e toda uma agenda de palestras, cursos, oficinas, rodadas e conversas do Bom de Ler será desenvolvida, tendo em vista o Festival. 

Isso acontece durante o processo preparatório no qual, cada escola e/ou secretaria de educação ou cultura, mediante sorteio (ou em comum acordo), trabalhará um autor que integra a Biblioteca Bom de Ler.

Em data previamente estabelecida será publicado o Edital de Participação, e demais ‘termos de cooperação’ e ‘cadastro de interessados e pré-inscrição’ das escolas e instituições no Festival Bom de Ler.

Nesta sua primeira edição de lançamento, Florianópolis será a cidade-sede do Festival mas , a cada edição, anual ou bianual, será definida outra cidade pela comissão organizadora, e anunciada em ato de encerramento do Festival para o Festival seguinte, e assim, sucessivamente.

Seja no processo preparatório, seja durante o Festival, este formato e descrição final dos objetivos e critério de participação, premiação e/ou destaques, será adequado às condições das parcerias e recursos disponíveis ou captados, sob a responsabilidade do Comitê Organizador coordenado em parceria pelo Instituto Cultural da Parati e Fundação Catarinense de Cultura.

O Festival Bom de Ler marcará o lançamento oficial do Bom de Ler após experimentações individuais das diversas iniciativas do projeto.

O Festival é o encontro de leitores com escritores e artistas da palavra, das artes à filosofia, da música e da literatura. O Festival Bom de Ler aproxima diferentes públicos e as instituições como editoras e livrarias, agências de fomento e projetos, parceiros nacionais e internacionais do Bom de Ler em cidades da região Sul. 

O Festival dará uma especial atenção às crianças e jovens, mas sua programação está voltada aos que gostam de atividades culturais de qualidade, com oficinas criativas, debates conceituais, apresentação de artistas da palavra, tradução de diferentes linguagens e expressões artísticas - do clássico ao quântico, do vital ao cibercultural, do real ao imaginário.  Após o lançamento, o Festival Bom de Ler será realizado a cada dois anos.

Encontros paralelos e preparatórios

O desafio maior por parte dos proponentes será incluir o Festival Bom de Ler a agenda de leitura do estado, de integração de iniciativas culturais independentes, que potencialize  a força do esporte e do turismo, educação, saúde e cultura de paz, a qualidade de vida, tecnologia e empreendedorismo em Santa Catarina.

O Festival poderá ser palco de reuniões, simpósios, fóruns, encontros ou conferências que possam contribuir no fomento do livro, da arte e da cultura catarinense e do Sul do Brasil na esfera nacional e internacional.

Junto ao Festival e/ou em sua preparação, está previsto a realização de outros encontros ou eventos preparatórios em vista de uma “tecnologia social de educação do tempo livre, de prevenção à situação de risco e violência, afirmação da cultura de paz nas cidades e escolas catarinenses, com a presença de autoridades e instituições brasileiras e internacionais ligadas às novas tecnologias para jovens e crianças e cultura de paz. 

Ou seja, o projeto Bom de Ler vai interagir seus públicos e parceiros com os alunos-atletas participantes, escolas e instituições parcerias do Bom de Bola, criando as condições para o desenvolvimento da tecnologia educacional. Especialmente nas aberturas e finais do campeonato escolar de futebol, bem como nas agendas previamente preparadas com parceiros nas cidades ou regiões administrativas, durante e posteriormente à realização, cada oportunidade será utilizada para orientação à participação. Também está sendo programada a realização de uma pesquisa para traçar o perfil da criança e do jovem – alunos matriculados nas escolas de Santa Catarina - .

Também as Estações Culturais Bom de Ler, agendadas pelo Instituto, vão estar integradas às iniciativas do Festival, de modo que haverá todo um esforço para a campanha Bom de Ler Santa Catarina, a divulgação da cultura do livro, os destaques dos valores, talentos e escritores catarinenses, as boas notícias vindas das cidades e escolas feitas pelos Repórteres Bom de Ler, a edição e veiculação de materiais, vídeos, a cultura digital, a força do esporte e da educação em Santa Catarina.

Editoras, livrarias, centros de cultura e outras instituições

A comissão organizadora e curadoria do Festival poderá definir um modelo de participação das editores, livrarias, distribuidoras de livros e outras instituições de fomento a cultura, música, cinema e vídeo, de modo que possam integrar-se aos objetivos do Festival.

O Festival não é um evento com finalidades comerciais, ou seja, apenas para a venda de livros ou apresentação de autores e artistas. A começar pelos autores e artistas convidados, seus empresários e produtores, haverá uma definição sobre o caráter não comercial do Bom de Ler e seu propósito maior. Isto não significa que, mediante a definição de custos e serviços, e conforme os recursos disponíveis, haverá formas de apoio ou contrapartidas, de parte a parte, entre a organização e artistas e autores convidados, bem como suas editoras e/ou produtoras.

Toda essa área que vai lidar com os aspectos profissionais e comerciais do Festival será conduzida por agentes executivos determinados pelos realizadores do Festival, de modo que não se confundam os interesses do Festival e do movimento Bom de Ler Santa Catarina com as justas e necessárias despesas de participação, vendas ou serviços.

O Instituto Parati e o Projeto Bom de Ler, junto aos seus parceiros, sua curadoria, produção e coordenação definirá o modelo de trocas que será praticado durante os dias do Festival.

Às editoras, artistas e autores serão convidadas a apoiar a iniciativa – inclusive na forma de patrocínio, doações ou investimentos, para, já nesta primeira edição, protagonizar um modelo diferenciado de leitores e autores, obras e instituições fundamentais para o sucesso do Festival e do movimento “Bom de Ler Santa Catarina”.

Entrevista com José Miguel Wisnik


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